quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014


         Comportamento...
,Transtornos Comportamentais Destrutivos.
         Transtorno Comportamentais Disruptivos.



 Então, querido leitores, em algumas escolas as aulas já iniciaram e com elas muitas preocupações tanto de pais como de educadores. Dentre essas preocupações estão notas baixas, comportamento, agressividade cometida ou sofrida pelo filho, baixo rendimento escolar dentre outras dificuldades apresentadas por crianças e adolescentes em idade escolar. Na maioria das vezes essas atitudes são causadas por transtornos comportamentais.


Entre estes Transtornos Comportamentais Destrutivos estão o Transtorno Desafiador e de Oposição, o Transtorno de Conduta e Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA).

Quanto à evolução deste tipo de patologia e consequências sociais associadas, são diversos os trabalhos que a relacionam com a criminalidade, perturbações psiquiátricas, consumos de drogas, precariedade laboral, prostituição, promiscuidade sexual e detenções.


  Transtorno Desafiador e Opositivo.


O Comportamento Desafiador Opositor consiste num transtorno psicológico caracterizado, principalmente, por comportamentos apresentados pelo adolescente, no sentido de agir contrariamente àquilo que se pede ou se espera deles.


Este problema tem sido, progressivamente, objeto de estudos e publicações científicas. Há um consenso entre pesquisadores quanto às características usadas para descrever este transtorno, evidenciadas, por exemplo, nos excertos a seguir:


Segundo Serra Pinheiro O transtorno de oposição é um transtorno destrutivo, caracterizado por um padrão global de desobediência, desafio e comportamento hostil. Os pacientes discutem excessivamente com adultos, não aceitam responsabilidade por sua má conduta, incomodam deliberadamente, possuem dificuldade de aceitar regras e perdem facilmente o controlo, se as coisas não seguem a forma que eles desejam.


Como em todos os problemas de personalidade, este transtorno é acompanhado por diversos sintomas, sendo eles:

·                        Frequentemente perdem a paciência;

·                         Discutem com adultos;

·                         Desafiam ou recusam a obedecer a solicitações e regras dos adultos;

·                         Perturbam as pessoas deliberadamente e frequentemente responsabilizam os outros pelos seus erros ou maus comportamentos.


Este comportamento é o responsável pela maioria das indicações a serviços de psiquiatria infantil. Também estão associados a disfunções pessoais, familiares, sociais e no âmbito acadêmico. Os adolescentes com transtorno desafiador de oposição têm mais disfunções familiares. E usam mais abordagens negativas diante do conflito. São mais rejeitadas por colegas e têm maiores índices de recusa escolar. Para o tratamento, temos as psicoterapias de diferentes orientações teóricas, ao que têm sido usadas para tratar transtornos destrutivos, mas o maior corpo de evidência disponível na literatura atribui eficácia para abordagens cognitivo-comportamentais. É importante manter a mente ocupada, principalmente com leitura.


 Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA).


        Na adolescência, segundo Lopes, 10 a 20%, apresentam problemas emocionais, tal incidência é preocupante quando se pensa nas repercussões desses problemas no desenvolvimento pessoal.


A PHDA tem como maior prevalência no sexo masculino e caracteriza-se por sintomas como hiperatividade e impulsividade, com ou sem desatenção, ou somente por aspectos desatenção inapropriados à idade.


O diagnóstico detecta um padrão persistente de sintomas que inicia, geralmente, antes dos sete anos de idade, acusando, significativo prejuízo escolar, social e ocupacional. São manifestações desta perturbação a desatenção (falta de atenção, a detalhes, dificuldade de manter atenção em atividades e de persistir nessas até ao final, dificuldade de concentração e organização, falta de cuidado com os seus materiais de trabalho, dificuldade em atender a solicitações ou instruções), a hiperatividade (inquietude, andar ou correr inadequadamente, de forma excessiva, falar demasiadamente, dificuldade em participar nas atividades sedentárias) e a impulsividade (impaciência, dificuldade para protelar respostas ou aguardar a sua vez, intromissão nos assuntos alheios, comentários inoportunos, desobediência a instruções, pegar em objetos alheios, envolvimento em atividades perigosas). Pode, no entanto, manifestar-se com um padrão predominantemente desatento, ou hiperativo-impulsivo, ou por meio do tipo combinado, com ambos os padrões sintomáticos.


Os adolescentes com PHDA, em geral, são instáveis emocionalmente, agindo de forma impulsiva e irritadiça, podendo apresentar dificuldades em participar nas atividades de grupo, falhas na produtividade e prejuízos no funcionamento académico e social. A sensação de inadequação, baixa autoestima e adversidades no grupo social provocam frustração, podendo gerar comportamentos autodestrutivos ou autopunitivos.


Verifica-se que, praticamente, 50% dos adolescentes que apresentam esta perturbação têm também o transtorno desafiador opositivo ou de conduta. É importante diferenciar o comportamento opositivo de um adolescente (retratado anteriormente) com PHDA, e de outra, cuja atitude seja de não submissão às exigências dos outros.


 Transtorno de Conduta


        O transtorno de conduta está associado a disfunções pessoais, familiares, sociais e acadêmicas, assim como a um mau prognóstico para a vida adulta, com alto risco para depressão, tentativa de suicídio abusa de substâncias dentre outros. Este transtorno caracteriza-se também por um padrão persistente de comportamento, no qual há importantes violações de normas sociais ou dos direitos alheios. Estas manifestações concentram-se num quadro de grupos de sintomas: atos agressivos a pessoas ou animais, ações que provocam danos ou destruição de patrimônios, fraude ou furto e sérias violações às regras e normas. 


O comportamento pode expressar-se em hostilidade, provocações, agressão física e comportamento cruel. Também podem ser verbalmente abusivas, impudicas, manipuladoras, desafiadores e negativistas em relação aos adultos.


No ambiente escolar, adaptam os seguintes comportamentos:

·                         Mentiras;

·                         Falta às aulas;

·                         Vandalismos.



As manifestações das condutas são variadas e estáveis, especialmente, na família, na escola e na comunidade. Três ou mais destes comportamentos devem estar presentes nos últimos doze meses ou, pelo menos, um deles nos últimos seis meses, para poder caracterizar este transtorno. Estes adolescentes sofrem muito com os prejuízos sociais e interpessoais com este tipo de manifestações psicopatológicas, pois, não conseguem desenvolver vínculos e, raramente, sentem-se culpados ou responsabilizam-se pelo seu comportamento. 
 las as aulas já iniciaram e com elas muitas preocupações tanto de pais como de educadores. Dentre essas preocupações estão notas baixas, comportamento, agressividade cometida ou sofrida pelo filho, baixo rendimento escolar dentre outras dificuldades apresentadas por crianças e adolescentes em idade escolar. Na maioria das vezes essas atitudes são causadas por transtornos comportamentais.

Entre estes Transtornos Comportamentais Disruptivos estão o Transtorno Desafiador e de Oposição,

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014



O QUE É TDAH?


      Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, TDA, Hipercinesia infantil.
       O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é um problema de desatenção, hiperatividade, impulsividade ou uma combinação destes. Para que esses problemas recebam um diagnóstico de TDAH, eles devem se apresentar fora de um limite normal para a idade e o desenvolvimento da criança.
Causas.


     O TDAH é o transtorno comportamental infantil mais frequentemente diagnosticado. Ele afeta aproximadamente de 3 a 5% de crianças em idade escolar. O TDAH é diagnosticado muito mais frequentemente em meninos do que em meninas.

     O TDAH pode ser herdado geneticamente, mas sua causa não é clara. Independentemente da causa, ele parece se estabelecer cedo na vida da criança, enquanto o cérebro está se desenvolvendo. Estudos de imagem sugerem que o cérebro de uma criança com TDAH é diferente do de uma criança normal.

     Depressão, falta de sono, incapacidade de aprender, transtornos de tique e problemas comportamentais podem ser confundidos com TDAH. Todas as crianças com suspeita de sofrerem de TDAH devem ser examinadas com cuidado por um profissional para verificar se há outros problemas ou motivos para o comportamento.

     A maioria das crianças com TDAH também sofre de pelo menos um outro problema de comportamento ou de desenvolvimento. Ainda podem apresentar um problema psiquiátrico, como depressão ou transtorno bipolar.

    Com muita frequência, crianças difíceis são incorretamente rotuladas com TDAH. Por outro lado, muitas crianças que sofrem do TDAH permanecem sem o diagnóstico. Em ambos os casos, problemas de aprendizado e de humor são ignorados com frequência..

     O diagnóstico é baseado em sintomas muito específicos, que devem estar presentes em mais de um ambiente.


· As crianças devem apresentar pelo menos seis sintomas de desatenção ou seis sintomas de hiperatividade/impulsividade antes dos 7 anos.


· Os sintomas devem estar presentes pelo menos há seis meses, ocorridos em dois ou mais ambientes e não serem provocados por outro motivo.

· Os sintomas devem ser graves o suficiente para resultar em dificuldades significativas em muitos ambientes, inclusive em casa, na escola e no relacionamento com os demais.

     Em crianças mais velhas, o TDAH encontra-se em remissão parcial quando elas ainda têm os sintomas, mas não se enquadram mais totalmente na definição do transtorno. Se houver suspeita de TDAH, a criança deve passar por uma avaliação médica. A avaliação pode consistir em:

· Questionários para pais e professores

· Avaliação psicológica da criança E da família, incluindo testes de QI e psicológicos

· Exames completos mentais, nutricionais, físicos, psicossociais e de desenvolvimento.

Sintomas de TDAH

Os sintomas de TDAH se dividem em três grupos:

· Falta de atenção (desatenção);
· Hiperatividade;
· Comportamento impulsivo (impulsividade).

     Algumas crianças com TDAH são primariamente do tipo desatento. Outras podem ter uma combinação de tipos. As que sofrem do tipo desatento são menos perturbadas e muitas vezes não recebem o diagnóstico de TDAH.


Sintomas de desatentos:

· Não consegue prestar atenção em detalhes ou comete erros resultantes de descuidos no trabalho escolar

· Tem dificuldade de manter a atenção nas tarefas ou em jogos

· Parece não escutar quando falamos diretamente com ela

· Não segue as instruções completamente e não consegue terminar trabalhos escolares, tarefas ou deveres

· Tem dificuldade de organizar tarefas e atividades

· Evita ou não gosta de tarefas que demandem manter esforço mental (como trabalhos escolares)

· Seguidamente perde brinquedos, trabalhos, lápis, livros ou ferramentas necessárias para tarefas ou atividades

· Distrai-se facilmente

· Frequentemente, tem problemas de memória em atividades cotidianas

Sintomas de hiperatividade:

· Mexe as mãos e o pés o tempo todo e se retorce na cadeira

· Levanta-se quando deve permanecer sentado

· Corre ou sobe em móveis em situações inapropriadas

· Tem dificuldade de brincar em silêncio

· Parece frequentemente estar "ligada na tomada" e fala excessivamente

Sintomas de impulsividade:

· Fala antes que as perguntas sejam completadas

· Tem dificuldade de aguardar a vez

· Interrompe ou se intromete entre os outros (se mete em conversas e jogos)

Buscando ajuda de profissionais.

Procure seu médico caso você ou a escola do seu filho suspeitem que ele sofra de TDAH. Informe seu médico sobre quaisquer:

· Dificuldades em casa, na escola ou no relacionamento com os colegas;

· Efeitos colaterais da medicação;

· Sinais de depressão.

Tratamento de TDAH


     O tratamento para TDAH é uma parceria entre profissionais da área, pais ou responsáveis e a criança. Para a terapia ter sucesso, é importante:

· Definir objetivos específicos e apropriados para guiar a terapia.

· Começar com os medicamentos e a terapia comportamental.

· Fazer acompanhamento regular com o médico para verificar objetivos, resultados e quaisquer efeitos colaterais dos medicamentos. Durante esses check-ups, devem ser coletados dados de pais, professores e da criança.

Se o tratamento parecer não funcionar, o médico deverá:

· Certificar-se de que a criança tem, de fato, TDAH

· Verificar se não há outro problema médico possível que possa causar sintomas similares

· Certificar-se de que o plano de tratamento esteja sendo seguido.

Medicamentos:

Uma combinação de medicamentos e tratamento comportamental funciona melhor. Existem diversos tipos de medicamentos para TDAH que podem ser usados sozinhos ou em conjunto.

   Os psicoestimulantes (também conhecidos como estimulantes) são as drogas mais comuns usadas no tratamento do TDAH. Apesar do nome, essas drogas na verdade têm um efeito calmante nos portadores de TDAH.

Essas drogas incluem:

· Anfetamina dextroanfetamina (Adderall)

· Dexmetilfenidato (Focalin)

· Dextroanfetamina (Dexedrine, Dextrostat)

· Lisdexanfetamina (Vyvanse)


· Metilfenidato (Ritalina, Concerta, Metadate, Daytrana).

     Uma droga não estimulante denominada atomoxetina (Strattera) pode ser tão eficaz quanto os estimulantes, e o risco de uso incorreto é menos provável.

     Alguns medicamentos para TDAH têm sido associados à ocorrência rara de morte súbita em crianças com problemas cardíacos. Converse com profissionais sobre o melhor medicamento para seu filho.
Terapia comportamental

     Psicoterapia para a criança e a família pode ajudar todos a entender e ter controle sobre sentimentos estressantes relacionados ao TDAH.

      Os pais devem usar um sistema de recompensa e consequência para ajudar a guiar o comportamento do filho. É importante aprender a lidar com comportamentos desruptivos. Os grupos de apoio podem auxiliar a encontrar outros com problemas parecidos.

Outras dicas para ajudar seu filho com TDAH:

· Comunique-se regularmente com o professor do seu filho.


· Mantenha uma programação diária consistente, com hora certa para o tema de casa, para as refeições e para atividades externas.

· Faça as alterações nessas programação antecipadamente e não em cima da hora

· Restrinja as distrações no ambiente do seu filho.

· Cuide para que seu filho siga uma dieta saudável e variada, com muitas fibras e nutrientes básicos.

· Certifique-se de que seu filho durma o suficiente.

· Elogie e recompense o bom comportamento.

· Dê regras claras e consistentes para seu filho.

      Tratamentos alternativos para TDAH têm se tornado popular, incluindo ervas, suplementos e manipulação quiroprática. Ainda assim, há pouca ou nenhuma evidência sólida de que funcionam.



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014


DICAS PARA OS PAIS AJUDAREM SEUS FILHOS NOS ESTUDOS.


     



Início do ano letivo se próxima e com ele a preocupado de muitos pais. As dúvidas surgem, são muitas indagações como por exemplo: O que fazer para os filhos/as não acumularem notas baixas já no começo das aulas? Como melhor orientar os filhos para que eles tenham êxito na escola?

Pois bem, para que esses pequenos e os tão não pequenos não acumulem notas baixas observe algumas dicas. Depois de seguir essas dicas e já nas primeiras verificações de aprendizagem surgirem notas baixas é preciso observar se seu/a filho/a tem alguma dificuldade no aprendizagem, caso apresente alguma dificuldade é hora de procurar uma psicopedagoga.

1. Demonstrar interesse pelas atividades escolares, pois o desenvolvimento intelectual depende do apoio que a criança encontra em seus pais.

2. Ajuda sistemática: visitas à escola, conversas periódicas com os professores, supervisão das tarefas escolares, escuta de novidades, histórias dentre outras.

3. Propiciar um ambiente tranquilo para a atividade mental. Não repreender a criança com as atividades escolares (estudo/leitura não pode nem deve ser castigo).

4. Ajude seu/sua filho/a a acreditar em si mesmo. Os sentimentos de medo e insegurança (receios e barreiras mentais) retardam o processo de aprendizagem.

5. Demonstre confiança em seu/sua filho/a, pois assim ele/a tenderá a acreditar em si mesmo. Nada há de mais estimulante e importante para a criança que a aprovação e o estímulo dos pais diante de um trabalho ou tarefa que ela tenha realizado.

6. Incentive seu/sua filho/a a administrar seu próprio tempo: organização de horário para estudo, lazer, diversão, descanso dentre outras atividades.

7. Ajude-o/a a organizar seu trabalho: ao se deparar com um problema de difícil resolução, é preciso aprender a subdividi-lo em partes pequenas que lhe permitam vencer passo a passo.

8. A criança possui um grande potencial de curiosidade e investigação. Incentive o desenvolvimento dessas habilidades.

9. Procure proporcionar um lugar de estudo tranquilo, bem iluminado e arejado.

10. Ensine seu/sua filho/a a escutar de maneira criativa e construtiva.



sábado, 7 de dezembro de 2013

É possível educar sem bate.


       O exemplo dos pais ainda é o melhor modelo para educar uma criança. Educar uma criança não é tarefa fácil, alguns pais querem impor limites, sabemos que impor limites não é tarefa fácil. Muitos têm medo de perder o amor do filho por serem severos demais. Porém, a autoridade parental é indispensável para educar, criar consciência e, consequentemente, começar a construir o caráter das crianças. O importante é não confundir “criar regras” com “impor vontades”. E é possível fazer isso tudo sem bater, pois aquela criança que apanha, conseguintemente baterá também.

      Chamamos atenção para o fato de que os pais são, inicialmente, a referência mais importante de autoridade de uma criança e não devem se esquecer disso nem quando são enfrentados pelos filhos. Pois, a medida em que as crianças crescem e vão ganhando autonomia, elas questionam a autoridade parental e as leis da sociedade. Nesse momento, é importante que os pais mostrem aos filhos que a autoridade que eles detêm não é arbitrária, que não é um capricho, levar a criança a entender que eles só querem o melhor para ela.

     É importante que os pais, quando devem dizer “não”, não tenham que ficar se justificando. Não é a explicação do “não” que coloca as crianças para pensar, é o “não” puro e simples que faz com que elas reflitam sobre o que fez de errado.

     Desde pequeno, a criança tem que aprender que vivemos em uma sociedade que tem limites. Pais não podem temer deixar os filhos frustrados porque vão “negar algum pedido” deles. Ensinar, colocando regras, é educar, impor limites sem agressões ainda é o melhor modelo de educação.

      Autoridade e autoritarismo

      O espaço entre autoridade e autoritarismo parece tênue. Porém, os dois conceitos são bastante distintos. Enquanto autoridade significa “impor regras” necessárias para um bom convívio, autoritarismo é “sinônimo de imposição”, uso excessivo de poder.

     Os pais precisam entender que autoridade é mostrar que você tem o poder de decisão sobre o seu filho. O problema é que, quando dessa decisão não é bem exposta às crianças, vira autoritarismo. O filho precisa enxergar que tem autonomia para escolher o que quer, mas que o seu desejo pode ser ou não realizado.

   Para educar não é preciso bater, existem métodos de disciplina que ensinam o que é certo e errado. Palmadas e puxões de orelha são usados apenas pelos pais que não conseguem se impor e perdem a paciência com os filhos. Eu sequer vejo necessidade de uma lei para proibir isso. O que precisamos é de uma campanha de conscientização disciplinar.

     Os pais devem refletir sobre os castigos que impõem e admitir quando foram severos demais na hora de aplicá-los. Admitir um erro não implica em perder autoridade, ao contrário, é algo que pode fortalecer os pais porque a criança vê ali um ser racional, que reflete sobre suas ações. Devemos ter cuidado ao castigar uma criança, pois ela refletirá com o próximo aquilo que se aprende com os pais. Criança que costuma apanhar conseguintemente baterá também.

























quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

           
QUAL SUA FUNÇÃO PSICOPEDAGOGO HOSPITALAR?




     Segundo o Código de ética da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia) à área de estudo e de atuações no contexto de Saúde e Educação, tendo como foco o processo da aprendizagem humana; seus padrões normais e patológicos, considerando a influência do meio, família, escola, sociedade e o desenvolvimento psicossocial- educacional e físico do aprendiz, utilizando procedimentos próprios da psicopedagogia. Seu objeto de estudo é o ser que aprende da realidade e constrói o seu conhecimento, as teorias vinculadas a ela são relacionadas pratica pedagógica, envolvendo atendimento as necessidades individuais da aprendizagem.



     A prática clínica, integrando compreensão, prevenção e métodos terapêuticos ao analisar o aprender. Na área empresarial, trabalhando com os processos de aprendizagem individual, organizacional em parceria com o psicólogo e o profissional de recursos humanos, no que se refere ao recrutamento de pessoal, treinamento, melhorando a qualidade do trabalho, da produtividade e relações intrainterpessoal, administrando conflitos.




      A proposta da psicopedagogia hospitalar é ser interlocutor, não só de crianças, mas, também de todos aqueles que passam por internações seja curta, médio e de longa duração, doenças crônicas e de pacientes terminais. O psicopedagogo hospitalar embasado na técnica e na prática e por ser um profissional interdisciplinar está apto a esta modalidade, utiliza todo o seu conhecimento para criar um mundo onde as pessoas se preocupam uns com os outros. A alternativa de apoio psicopedagógico ao paciente interno é interessante para assegurar-lhe uma boa recuperação e à inquietação oriunda de preocupações sobre o tratamento recomendado e ao tempo de hospitalização. Em sumo, o ambiente hospitalar é um local que emana diversos sentimentos e sensações: ora doença ou saúde, de imensa tensão ou angústia, alívio, cura ou consolo, pois ainda não é fácil distinguir entre a dor e outras agressões de que a criança ou o adulto é vítima separação da família, mudança de quadro, rostos e procedimentos desconhecidos). Os pais e familiares diante a doença do ente querido não sabendo como atenuar o sofrimento poderá desenvolver um controle excessivo diante do paciente e nesse contexto humanizador se faz necessário à intervenção psicopedagógica, optando por atividades que possam transpor o sofrimento de angústia e solidão contribuindo não somente físico, mas, cognitivo, afetivo e social também, deixando de lado por exemplo as atividades lúdicas centradas na aprendizagem e utilizar-se de um exercício muito mais eficaz que é o fantástico exercício do olhar além do que os nossos olhos podem ver, é o toque, o carinho um abraço bem dado um sorriso ou até mesmo um sofrer junto, pois com a enfermidade e hospitalização o paciente assume um estado de espera e passa a conviver com o ócio, é neste momento que o psicopedagogo entrepõe meios de atividades educativas, onde pretende amenizar o estado ocioso e ocupar o tempo do paciente mediante práticas educativas que estimule a criação, a socialização, o gosto pela a leitura, música... Buscando na educação uma pedagogia transformadora, no sentido de contribuir para a promoção da saúde.


    Ao olhar o paciente em sua totalidade, perguntamo-nos: por que não criar um espaço prazeroso, alegre, lúdico, de expressão, em que o sujeito hospitalizado possa jogar, interagir com os outros sujeitos neste período, ocorrendo assim sua inserção no contexto hospitalar visto que, as ações educativas em ambiente hospitalar representa um adicional de possibilidades no sentido de abrir novas perspectivas a favor do tratamento da saúde das pessoas hospitalizadas compreendidas como indivíduos em estado permanente de aprendizagem e desenvolvimento de potencialidades e capacidades em comunicação com a vida saudável que humanamente inclui aprender com o estado da doença.



     Psicopedagogos contribuem para favorecer no sujeito que se encontra doente e hospitalizado autoconhecimento, desenvolvimento da autonomia e responsabilidade no tratamento e nas necessidades da própria saúde, levando-a aprender sobre si desejando qualidade de vida.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013


Análise dos desenhos infantis.

Criança falar através dos desenhos.

Acompanhamento psicopedagógico na clinica

Como falei em artigos anteriores as crianças falam através dos desenhos. Porém, essa analise só poderá ser feita por profissionais como psicopedagogos e em alguns caso pelo psicólogos.

O professor é importante nesse processo pois ele vai observar o comportamento, os desenhos da criança e formar uma queixa para que o psicopedagogo possa está trabalhando em cima desta queixa, mas essa queixa servirá apenas de parâmetro para as investigações, isso não quer dizer que essa queixa seja verdade absoluta.
Preste bastante atenção neste relato que aconteceu em uma escola municipal de Timon-MA na qual trabalhei 02 anos como supervisora escola, mas atuava também como psicopedagoga.

Como eu era supervisora volante e trabalhava em 04 escolas, tinha apenas um dia por semana em cada escola para acompanhar crianças, adolescentes e orientar professores em planejamentos diários, mensais e nas verificações de aprendizagens (provas).

Como de costume ao chegar na escola eu já passava direto para as salas desejar um bom dia as crianças e observar o início das aula, principalmente da educação infantil que era meu alvo principal sem falar que também é minha paixão. Sempre cantava com eles e a professora a música de abertura da aula que era tema do conteúdo ministrado no dia.

Para minha surpresa vi uma garotinha de 06 anos pintando um desenho, uma baleia, essa baleia ficou tão preta que dava até medo só em olhá-la. Ao observar que eu tinha ficado olhando demais para aquela criança a professora talvez por querer se defender daquilo que não estava sendo acusar, foi logo se defendendo “essa menina só pinta de preto os desenhos eu já ia mesmo te informar isso, acho que ela tem problema de aprendizado”. Então ela conduziu a criança até minha sala para que eu fizesse uma investigação no caso. Porém, a queixa era que essa criança só pintava os desenhos de preto, mesmo disponibilizando lápis de cores para ela. Ou seja, os potinhos de lápis coloridos eram disponibilizados para o uso coletivo, ficando 04 crianças em uma mesa com 02 potinhos.
Desenho pintado na sala de aula.

Junto com a criança veio o desenho (baleia) que ela havia pintado de preto e outro igual para eu trabalhar com ela. Ao observar o desenho fiquei pensando, já que se trata de uma baleia ela pode ter assistindo o filme “Oca, a baleia assassina” e o a imagem da baleia ficou internalizado. Mas, era cedo demais para tirar conclusões, ouvi a criança, como era sua família, quem mora com ela em casa, quantos irmãos tinha, quem era mais velho, dentre outra informações.

Daí então, começamos ao trabalho de pintura, ao colocar o potinho de lápis colorido e o desenho para ela pintar ao invés de começar a pintar ela ficou me olhando parada como se estivesse paralisada. Então incentivei-a, a pintar, ela olhou para eu e disse” tia pega primeiro os teus lápis depois que a senhora pegar os teus lápis aí eu pego os meus”.

Foi então que eu entendi o porquê dos desenhos serem pintados de preto. Mas continuei, foi pegando os lápis de cores, quando restaram somente o preto e o marrom foi que ela pegou-os e começou a pintar seu desenho. Já sabendo o que estava acontecendo, foi conversando com ela sobre a casa dela, sobre o irmãozinho, já que ela só tinha um irmão de 03 anos. Ela pintando e me relatando “tia tua sabia que a mamãe só dá tudo por meu irmãozinho, ele é primeiro em tudo, só ele pode dormir com minha mãe, assisti o desenho que quer, eu sou sempre a última em tudo, tudo, tudinho mesmo tia, tu acredita nisso? É lá em casa, é na sala, os meninos pegam todos os lápis colorido, só deixam pra mim o preto véi e o marrom feio, odiu esse marrom!”.
Desenho pintado após o acompanhamento psicopedagógico

Eu perguntei,  porque você não fala com sua professora e como os colegas para deixar os lápis colorido para você ou então não pega primeiro que eles? E ele responder, sou sempre a última mesmo, a mamãe só dá tudo pro nenê!

Foi aí então que concluir minha análise, como em casa ela era excluída, involuntariamente pela mãe, ela já havia se acostumada, ao chegar na sala de aula, esperar os coleguinhas a pegarem os lápis coloridos, restando então somente os lápis preto e marrom para ela pintar.

Pedir para ela parar a pintura, deu outro desenho a ela, expliquei a ela que ela tinha os mesmos direito dos outros colegas, poderia pegar os lápis que quisesse, caso eles pegassem primeiro que ela, ela esperasse eles terminarem ou então pedisse a professoras outros lápis, não aceitar tudo que lhe fosse imposto, em casa do mesmo jeito, tinha que respeitar papai, mamãe e os mais velhos, porém tem que dizer o que gosta e o que não gosta.

Chamei a professora e mãe para uma conversa, expliquei a situação, orientei-as e a criança não teve mais problema ao pintar desenhos, o preto que ela passou a usar foi somente ao necessário, onde era solicitado ou como em olhos, cabelos dentre outros. Nada mais de desenho todo preto.


É por isso que eu falo sempre a questão do observar, do conhecer a criança, sua família, sua vida, até então suspeitava-se que essa criança poderia ter um problema sério. Elas falam através dos desenhos, porém, é necessário ter profissionais que conheçam essa linguagem. O professora não está preparado para esse tipo de situação, sua formação é de transmitir o conhecimento.

sábado, 23 de novembro de 2013



Como ocorre a intervenção psicopedagógica?



       O psicopedagogo pode atuar de duas formas em clinica e em instituição.
     A intervenção do psicopedagogo pode ser de forma preventiva, a qual detecta as dificuldades e promove sugestões metodológicas, orientação vocacional, educacional e ocupacional ou de forma terapêutica. Seja em escolas, identificando alunos com dificuldades ou em hospitais, elaborando diagnósticos das pessoas internadas. Também  pode trabalhar em centros comunitários, em consultórios ou orientando pessoas quanto ao processo de aprendizagem. Ademais, áreas como treinamento, educação continuada e acompanhamento de pessoas com deficiência, aumentaram a demanda de psicopedagogo no meio empresarial. Em contrapartida, numa linha terapêutica a função é tratar a dificuldade de aprendizagem, diagnosticando e desenvolvendo técnicas remediativas.


      A partir do estudo da origem da dificuldade em aprender, o psicopedagogo desenvolve atividades que estimulam as funções cognitivas que não estão ativadas no paciente e a questão afetiva e social. O psicopedagogo contribui para a construção da autonomia e independência, através da relação com “como eu aprendo” e “como me relaciono com o saber”. Durante as sessões com o psicopedagogo, os recursos como jogos, livros e computador, tem a finalidade de descobrir os estilos de aprendizagem do paciente: ritmos, hábitos adquiridos, motivações, ansiedades, defesas e conflitos em relação ao aprender. O psicopedagogo tem a função de auxiliar o indivíduo que não aprende a se encontrar nesse processo, além de ajudá-lo a desenvolver habilidades para isso.



      Quando existe a dificuldade para articular o “eu” e o “outro”, significa falta de autonomia para a aprendizagem, acontece uma discrepância entre o corpo, o pensamento e a emoção. Se você não tem facilidade de interação, tem a sensação de estar ameaçado quando está em grupo, necessita da intervenção do psicopedagogo. Quando a pessoa se sente excluída, precisa de uma equipe estruturada para ajudá-lo com as questões cognitivas, sócio-afetivas e com a autoconfiança.