segunda-feira, 23 de março de 2015



                          Hiperatividade ou desatenção?





              A hiperatividade distingue-se por um comportamento motor acentuado como o de agitar mãos ou pés continuamente, se mexer constantemente na carteira escolar, correr ao invés de andar, escalar sucessivamente móveis, subir em árvores, pular no sofá ao invés de sentar. Apresentar dificuldades em envolver-se silenciosamente em atividades do lazer e falar em excesso, mexer com tudo e com todos ao mesmo tempo. Isso são sinais de hiperatividade.

          Como se caracteriza a impulsividade?

         A criança impulsiva frequentemente dá respostas precipitadas antes das perguntas terem sido concluídas. Apresenta constante dificuldade em esperar sua vez ou permanecer em fila e frequentemente interrompe ou se intromete em assuntos de outros, não fica quieta, está sempre mexendo com mãos e pés, se mete nas conversas dos adultos.

Como se faz o diagnóstico a partir destes sintomas?

          Para o diagnóstico de TDAH pelo menos seis sintomas de desatenção ou hiperatividade devem estar presentes e a avaliação diagnóstica deve envolver os pais, a criança e o educador. As dificuldades devem ser objetivamente testadas através de provas padronizadas aplicadas por profissionais experientes.

          A frequência do TDAH na população?

         O TDAH é o distúrbio neurocomportamental mais comum na infância, à frequência do TDAH (transtorno do defect de atenção Hiperatividade) na população calcula-se que em torno de 3 até 5 % das crianças em idade escolar. Tais sintomas estão geralmente presentes antes dos sete anos de vida e podem persistir até a adolescência ou mesmo na idade adulta.
           Na realidade não existe uma causa única para o problema, supondo-se que haja influência da hereditariedade e da imaturidade neuroquímica de centros cerebrais relacionados ao controle da atenção.

          Como o TDAH interfere no desenvolvimento da criança?

Dependendo do grau e da intensidade dos sintomas, o TDAH pode interferir na capacidade da criança em lidar positivamente com a realidade. Isto inclui baixo desempenho escolar, dificuldade de relacionamento, baixa autoestima, falta de habilidade social para compartilhar brincadeiras, fazer amizades e planejar tarefas.

       O TDAH pode associar-se a outros problemas comportamentais. Frequentemente em até 30% dos casos pode estar associado a transtorno de conduta, a um comportamento negativista e desafiante, à depressão e à ansiedade. Não é também de se admirar que portadores do TDAH não tratados possam ter maiores índices de problemas comportamentais após a adolescência como alcoolismo e até mesmo consumo de drogas.

     A avaliação do TDAH envolve um trabalho de equipe multidisciplinar. Isto inclui a avaliação médica, procurando causas clínicas que podem gerar sintomas de hiperatividade como hipertireoidismo, anemia por falta de ferro, uso de medicamentos como antialérgicos e anticonvulsivantes, avaliação neurológica e neuropsicológica detalhadas para determinação dos critérios diagnósticos, afastar-se quadros orgânicos além de testar-se a capacidade objetiva da atenção concentrada da criança.

       Dependendo da intensidade e do grau dos sintomas é necessário em alguns casos o uso de medicamentos. Estes medicamentos não são calmantes e sim estimulantes e podem melhorar os sintomas de desatenção e hiperatividade.

      O tratamento do TDAH não é apenas como medicamentos, o uso de medicações pode ser essencial em alguns casos, mas, comprimidos não substituem aptidões e nem orientações educacionais. É preciso orientar a família e a escola a compreender as características do distúrbio e diferenciar desobediência (contestação de ordens) da dificuldade em manter a ordem por falta de habilidade (desatenção) para promover uma comunicação e orientação mais positiva à criança. Na maioria dos casos o Psicopedagogo pode ser de auxílio para algumas crianças.


domingo, 22 de fevereiro de 2015


A psicopedagogia e suas contribuições.


A psicopedagogia para muitos tornou-se sinônimo de outras áreas profissionais, como a Psicologia Educacional e Psicologia Escolar, por serem campos que se inter-relacionam. Porém, apesar de ter um corpo teórico no Brasil de mais de 30 anos, ainda há uma confusão sobre sua definição e seu objeto de estudo.
Os primeiros centros psicopedagógicos foram fundados na Europa, por J. Boutonier e George Mauco com direção médica e pedagógica em 1946. As ideias europeias influenciaram a ação psicopedagógica da Argentina, que também influenciou a prática brasileira, devido à proximidade geográfica e na língua.
Em 1970, a Psicopedagogia foi introduzida no Brasil, baseadas nos modelos médicos de atuação e foi com a concepção de problemas de aprendizagem que iniciaram o trabalho. 

Devido à preocupação de vários profissionais, criou-se a ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), que através de grupos de estudos, puderam expandir cada vez mais a Psicopedagogia no Brasil, ganhando a partir dos anos 80, âmbito nacional; concentram-se, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, os cursos sobre Psicopedagogia.

CHAMAT, 2004, p.17 diz que a própria história da Psicopedagogia que surge na França diante do caos social pós-guerra. Os educadores preocupados com o grande número de alunos com dificuldades de aprendizagem inseriram uma área intermediária entre a Psicologia e
a Pedagogia que foi denominada Psicopedagogia.

Para valorizar o profissional da psicopedagogia, foi criado em 95/96 e reformulado na gestão 2011/2013, o Código de Ética do Psicopedagogo, com o propósito de orientar quanto aos princípios, valores e normas e também reestabelecendo diretrizes para uma boa conduta perante o profissional e respaldando o mesmo quanto a seus direitos.

Segundo Bossa (2000), a Psicopedagogia é uma área interdisciplinar, que para se delimitar necessita de outras áreas como Psicanálise, Pedagogia, Filosofia, Sociologia e outras áreas afins. Concordando que, seu objeto de estudo é a aprendizagem humana, e por consequência a dificuldade de aprendizagem. E para que possamos entender sobre o que acarreta essas dificuldades, não podemos nos ater apenas a um elemento, uma única causa, mas globalmente, por isso, a relevância de outras áreas como ferramentas de auxílio.

O psicopedagogo é o profissional que vem com a necessidade de transformar, ou melhor, busca sair do senso comum, valorizando e agregando novas formas de conhecimentos. Eles podem ser Pedagogos, Psicólogos, Fonoaudiólogo, Letras e outros, buscando maneiras eficientes para auxiliar possíveis dificuldades de aprendizagem no campo escolar, empresarial, ou seja, vários sistemas institucionais. Ele trabalha de duas maneiras:

·                        Preventiva- identificando possíveis dificuldades no processo com orientações metodológicas e assistencial, elaborando planos e/ou projetos de acordo com as políticas educacionais.
Para que possamos dimensionais as várias possibilidades desse campo profissional, torna-se relevante a funcionalidade e quais as habilidades que devem ser desenvolvidas por esse profissional nos seguintes segmentos: psicopedagogia escolar, clínica, hospitalar e empresarial.

·                        No âmbito escolar, o psicopedagogo pode contribuir com orientações a diretores, coordenadores, educadores e auxiliares, na prevenção e no estudo de como vem sendo administrado esse conhecimento dentro da escola por esses profissionais. 
·                        No âmbito clínico, o psicopedagogo irá lidar individualmente com o sujeito, avaliando globalmente, utilizando várias técnicas. Cada profissional irá utilizar as técnicas que melhor convir a ele, existindo vários teóricos que podem fundamentar essa prática no consultório.

Devemos também nos ater que, cada sujeito é único, e não existe um manual que deve ser seguido com todas as pessoas que são atendidas. Assim, esse profissional que estará operando na clínica, através desses fundamentos, poderá formar um diagnóstico preciso e assim intervir com sucesso na melhora desse sujeito, que pode ser desde crianças até idosos.
·                        No âmbito hospitalar, o psicopedagogo irá atuar para amenizar o sofrimento do paciente e/ou familiares que estão passando por esse momento. Pode ser internações de períodos curtos, longos ou em estado terminal. Esse profissional irá realizar dinâmicas para desenvolver o cognitivo através de atividades lúdicas.

·                        No âmbito empresarial, esse profissional irá atuar de forma individual com o funcionário, junto com o psicólogo e o profissional dos Recursos humanos, em recrutamentos e aperfeiçoamentos profissionais.

MENDES, 2006 diz que: “Observamos no campo da Psicopedagogia os profissionais buscando uma formação que os instrumentalize a lidar com problemas de aprendizagens; a subjetividades provocando uma transformação em um profissional diferente daquele que iniciou este processo, para responder a uma necessidade de uma realidade objetiva”.


Como podemos perceber esse profissional tem uma gama de possibilidades de atuação. Portanto, esse profissional tem que buscar uma nova maneira de reorganizar o conhecimento desse indivíduo independente da área educacional, que diretamente estarão atrelados a eles, já que o conhecimento escolarizado convencional não deu conta e que nunca é tarde para aprender. 


        A psicopedagogia diante do Fracasso Escolar.



A proposta é de como seria a atuação do psicopedagogo diante do fracasso escolar. Segundo Fernández (1990) o fracasso escolar responde a duas ordens de causas que se encontram imbicadas na história do sujeito próprios da estrutura familiar e individual daquele que fracassa em aprender e próprios do sistema escolar, sendo estes últimos determinantes. E que é preciso não confundir os fracassos escolares com problemas de aprendizagem para poder intervir antes que sejam produzidos, pois, muitas vezes, um pode derivar do outro. Bossa (2007, p. 21-22) traz a seguinte contribuição: objeto de estudo da Psicopedagogia deve ser entendido a partir de dois enfoques: preventivo e terapêutico. O enfoque preventivo considera o objeto de estudo da Psicopedagogia o ser humano em desenvolvimento, enquanto educável. Seu objeto de estudo é a pessoa a ser educada, seus processos de desenvolvimento e as alterações de tais processos. Focaliza as possibilidades do aprender, num sentido amplo.

       Não deve se restringir a um só dispositivo como a escola, mas ir também à família e à comunidade. Poderá esclarecer, de forma mais ou menos sistemática, o educador, pais e administradores sobre as características das diferentes etapas do desenvolvimento, sobre o progresso nos processos de aprendizagem, sobre as condições psicodinâmicas da aprendizagem, sobre as condições determinantes de dificuldades de aprendizagem.  O enfoque terapêutico considera o objeto de estudo da psicopedagogia a identificação, análise, elaboração de uma metodologia de diagnóstico e tratamento das dificuldades de aprendizagem.

       Como diagnóstico, um fracasso escolar pode diferenciar-se de um problema de aprendizagem, analisando a modalidade de aprendizagem do aprendente em sua relação com a modalidade ensinante da instituição escolar. Nas situações de fracasso escolar, a modalidade de aprendizagem do sujeito não se torna patológica; quando se constitui um problema de aprendizagem (inibição cognitiva ou sintoma), a modalidade de aprendizagem altera-se.

       Para prevenir o fracasso escolar, é necessário trabalhar em e com a instituição escolar, realizar um trabalho para que o educador possa conectar-se com sua própria autoria e, portanto, seu aluno possa aprender com prazer, denunciar a violência encoberta e aberta instalada no sistema educativo. Mas uma vez gerado o fracasso e conforme o tempo de sua permanência, o psicopedagogo também deverá intervir para que o fracasso do aprendente, encontrando um terreno fértil na criança e em sua família, não se constitua em um sintoma neurótico. (Fernandez, 1990 p. 64).
        É importante e necessário que se permita estar em conexão com variadas relações no intuito de entender as possibilidades de abordagem do trabalho psicopedagógico. A contribuição acima vem reforçar, também, a ideia da prevenção na psicopedagogia e mostra como esta deve estar interligada com os olhares da psicologia, pedagogia, fonoaudiologia, sociologia, antropologia, enfim, possibilitando uma conexão contínua com o objetivo de entender o paciente na sua complexidade e ao mesmo tempo na sua singularidade.

         São várias as definições de psicopedagogia ou tentativas organizadas de se conceituá-la e essas definições foram sendo construídas também ao longo de um processo histórico. Bossa (2007) reitera esse caminho que passou pela concepção de não aprendizagem, com o foco na falta, posteriormente esse olhar sobre a não aprendizagem passa a ser identificada como cheio de significados e passa a levar em conta a singularidade do sujeito, buscando esmiuçar características de acordo com a sua relação direta com o meio sociocultural em que está inserido.
      Segundo Bossa (2007, p. 24) reitera esta constatação afirmando que: Atualmente, a Psicopedagogia trabalha com uma concepção de aprendizagem segundo a qual participa desse processo um equipamento biológico com disposições afetivas e intelectuais que interferem na forma da relação do sujeito com o meio, sendo que essas disposições influenciam são influenciadas pelas condições socioculturais do sujeito e do seu meio.  O que Bossa traz é o exercício da visão relacional sobre o sujeito que manifesta suas inquietações no espaço de aprendizagem. E é nesse ponto que se acredita na possibilidade de encontrar um caminho para a estruturação de um trabalho preventivo na sala de aula.

 O psicopedagogo atuaria em conjunto com o educador no sentido de estar fornecendo subsídios e elementos estruturais (teórico-prático) para que essa visão abrangente pudesse ser internalizada por aquele que ali, naquele espaço, exerce a condição de mediador do conhecimento.


       O percurso feito minimamente até aqui nos mostra o quanto o momento atual sinaliza para que todos, profissionais que lidam diretamente com sujeitos, estejam atentos a tudo que está ao redor, que seria o contexto que ele, o sujeito está inserido. Isso é o que deve se buscar sempre. Através da reflexão constante, da auto avaliação, da busca por informações, por suporte teórico que possibilite um maior embasamento, segurança no agir, liberdade no mediar e felicidade e realização em poder contribuir de alguma forma em todo o processo.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014


                 Até que ponto é normal agressividade na infância?



Incerteza e fragilidade são os principais motivos que causam comportamentos agressivos por parte das crianças, podendo resultar em ferimentos nela própria e em outras pessoas. Situações como o nascimento de um bebê na família, separação dos pais, briga entre os pais ou então a perda de algum parente próximo contribuem para a mudança repentina na maneira de agir da criança.
A maioria das crianças age por emoção e quase nunca por raciocínio. Por não saberem lidar com alguns sentimentos, podem expressá-las por meio de atos agressivos. Elas acham que tudo se resolve batendo, gritando.
Sabe-se, no entanto, que a agressividade não é um traço de personalidade. A criança está agressiva, certamente ela está sendo influenciado pelo cotidiano familiar e, em menor escala, por fatores externos, como a televisão, amizades, entre outros.
Pais e educadores devem ficar preocupados quando as atitudes perturbadoras se tornam prolongadas. Algumas vezes, as crianças apresentam uma agressividade não apenas transitória, mas permanente, ou seja, parecem estar sempre provocando situações de briga. Quando isso estiver acontecendo é o momento de entrar em ação, tomar uma atitude.
Atentar muito bem para cada atitude e manter o diálogo são os primeiros passos para descobrir a causa do problema. Muitas vezes, a criança menor da família pode estar vivendo situações de conflito, seja em casa ou na escola, que o faça desempenhar algum tipo de papel, agredindo e deixando-se agredir, como consequência desta dinâmica em que pode estar inserido.
Comportamento agressivo geralmente se origina por inúmeras razões, veja algumas:
·        Dificuldade de relacionamento com outras crianças;
·         Algum tipo de abuso ou humilhação por parte dos adultos;
·        Pais que evitam dizer “NÃO” quando necessário isso pode transformar em uma criança possessiva ou excesso de cobrança.
Nestas situações a criança precisa de ajuda, mais do que de punição. Torna-se urgente assisti-la, por meio de muita observação e diálogo, para que se possa interromper esse ciclo de agressividade. É recomendada a ajuda de um especialista, que orientará os pais e educadores sobre a maneira correta de proceder.
     Outra maneira importante é a relação de integração entre a família e a escola. Saber sobre o comportamento da criança fora de casa e informar a educadora sobre os problemas percebidos podem ser fundamentais. Às vezes, há uma melhora sensível quando a criança percebe que seus pais enxergaram o problema. Como se percebe, o afeto e o caminho são o caminho mais seguro e menos traumático para arrancar a tensão da criança.


terça-feira, 16 de setembro de 2014



       Como detectar dificuldades de aprendizagem nas crianças.




     As dificuldades de aprendizagem podem ser detectadas em crianças nos anos inicias e constituem uma grande preocupação para pais e educadores já que afetam o rendimento escolar e também as relações interpessoais das crianças.

      Uma criança com dificuldade de aprendizagem ou distúrbio de aprendizado pode ter um nível normal de inteligência, de acuidade visual e auditiva. É uma criança que se esforça em seguir as instruções, em concentrar-se, e portar-se bem em sua casa e na escola. Sua dificuldade está em captar, processar e dominar as tarefas e informações, e logo a desenvolvê-las posteriormente. A criança com essa dificuldade não pode fazer o que outros com o mesmo nível de inteligência podem conseguir.

      Como detectar dificuldades de aprendizagem nas crianças.

      A criança com dificuldades específicas de aprendizagem tem padrões pouco usuais em perceber as coisas no ambiente externo. Seus padrões neurológicos são diferentes das outras crianças da mesma idade. No entanto, têm em comum algum tipo de fracasso na escola ou em sua comunidade.

       Não é nada difícil detectar quando uma criança está tendo dificuldade para processar as informações e a formação que recebe. Os pais e educadores devem estar atentos e conscientes dos sinais mais frequentes que indicam a presença de uma dificuldade de aprendizagem, quando a criança:

Ø Apresenta dificuldade para entender e seguir tarefas e instruções;

Ø Apresenta dificuldade para relembrar o que alguém acaba de dizer;

Ø Não domina as destrezas básicas de leitura, soletração, escrita e/ou matemática, pelo que fracassa no trabalho escolar;

Ø Apresenta dificuldade para distinguir entre a direita e a esquerda, para identificar palavras, etc. Sua tendência é escrever as letras, palavras ou números ao contrário;

Ø Falta-lhe coordenação ao caminhar, fazer esportes ou completar atividades simples, tais como apontar um lápis ou amarrar o cordão do sapato;

Ø Apresenta facilidade para perder ou extraviar seu material escolar, como os livros e outros artigos;

Ø Tem dificuldade para entender o conceito de tempo, confundindo o “ontem”, com o “hoje” e/ou “amanhã”;

Ø Manifesta irritação ou excitação com facilidade. 



      Características das dificuldades de aprendizagem.


     As crianças que têm dificuldades de aprendizagem, com frequência apresentam características e/ou deficiências em:

     1- Leitura (visão):

· A criança se aproxima muito do livro;

· Diz palavras em voz alta;

· Assina, substitui, omite e inverte as palavras;

· Vê duplicado, pula e lê a mesma linha duas vezes;

· Não lê com fluidez;

· Tem pouca compreensão na leitura oral;

· Omite consoantes finais na leitura oral;

· Pestaneja em excesso;

· Fica vesgo ao ler;

· Tende a esfregar os olhos e queixar-se de que coçam;

· Apresentam problemas de limitação visual, soletração pobre, entre outras.

     2- Escrita:


§ A criança inverte e troca letras maiúsculas;

§ Não deixa espaço entre palavras e não escreve em cima das linhas;

§ Pega o lápis desajeitado e não tem definido se é destro ou canhoto;

§ Move e coloca o papel de maneira incorreta;

§ Trata de escrever com o dedo;

§ Tem o pensamento pouco organizado e uma postura pobre, dentre outras.

     3- Auditivo e verbal;

*A criança apresenta apatia, resfriado, alergia e/ou asma com frequência;


*Pronuncia mal as palavras;

*Respira pela boca, queixa-se de problemas do ouvido;

*Sente-se enjoado;

* Fica branco quando lhe falam;

* Depende de outros visualmente e observa o professor de perto;

* Não pode seguir mais de uma instrução por vez;

* Põe a televisão e o rádio em volume muito alto, dentre outras.

     4- Matemáticas:

O aluno inverte os números;

 Tem dificuldade para saber a hora;

Pobre compreensão e memória dos números;

Não responde a dados matemáticos, dentre outras.

terça-feira, 9 de setembro de 2014


                             O que fazer quando a criança birra?



     Infelizmente a birra é uma fase normal pela qual passam a maioria das crianças entre os dezoito meses e os três anos de idade. A birra começa quando as crianças descobrem que têm o poder de se negar a responder às solicitações de outras pessoas, nessa fase elas são mais obstinadas do que cooperativas. Elas se recusam a obedecer uma sugestão, não importa se para vestir-se ou despir-se, tomar um banho ou sair do banheiro, deitar-se ou levantar-se da cama, comer ou brincar.

      Quando a criança diz "não" ela quer dizer "Tenho realmente que fazer isto?" ou "Você está falando sério"? Esta resposta não deve ser confundida com falta de respeito, deboche. Esta fase do “não” é importante para a autodeterminação e identidade da criança. Veja-a com senso de humor, como formação da personalidade.

      É importante não castigar a criança por  ela dizer  “não”.  Castigo não, orientação sim, oriente a criança pelo que ela fez e não pelo que ela falou. Como você não pode eliminar o "não" ignore-o. Se você discutir com a criança por ela dizer "não", prolongará este comportamento.


      Outra  opção além de ignorá-la é dar opções a ela, esta é a melhor maneira de fazer com que a criança  sinta que tem mais liberdade e controle, e isto por sua vez fará com que ela esteja mais disposta a cooperar. Alguns exemplos de opções são deixar que a criança escolha entre um banho de chuveiro ou na pia no quintal; qual livro ela quer ler; quais  as brincadeiras quer brincar primeiro; que fruta comerá no lanche; que roupa ou sapatos vai colocar; que cor pintará o desenho; de que brincará, dentro ou fora da sala de aula ou em casa e assim sucessivamente. Para as tarefas que não agradem a criança, deixe que ela tenha opinião a respeito, perguntando a ela "Quer fazer isso depressa ou devagar?" ou "Quer começar ou quer que eu comece?" Quanto mais rápido a criança tiver a impressão de que é ela quem toma as decisões, mais rápido ela passará a birra e consequentemente passará por esta fase.

        Não dê a criança uma opção quando não houver nenhuma opção
As regras de segurança, tais como sentar com o sinto de segurança do automóvel, fazer as tarefas, ficar na sala durante a aula, não estão sujeitas a discussão, ainda que você possa explicar o motivo pelo qual se deve obedecer a estas regras. Deitar-se à noite ou ir à escola também não são negociáveis. Não faça uma pergunta quando só existe uma resposta aceitável, mais oriente a criança de forma tão amável quanto possível, por exemplo: "Sinto muito, mas agora é hora de dormir".  As ordens como "Faça isto ou você vai ver" devem ser evitadas, pois isso não é uma opção e sim uma ameaça.

     Proporcione tempo de transição para a mudança de atividades.
Se a criança estiver se divertindo e deve mudar para outra atividade, provavelmente será necessário tempo de transição. Por exemplo, se a criança está brincando com os carrinhos quando está quase na hora do jantar, avise-o 5 minutos antes. Algumas vezes, um relógio de cozinha é útil para que uma criança aceite a alteração.

     Elimine as regras excessivas, quanto mais regras houverem, menos provável é que a criança se conforme em obedecê-las. Elimine as expectativas desnecessárias e as discussões a respeito se ela colocará meios fora do lugar, derruba um lápis no chão, sai um pouco do alinhamento de uma fila, come tudo que está no prato. Ajude a criança a se sentir menos controlada tendo diariamente mais interações positivas do que contatos negativos.  Evite responder aos pedidos da criança com um número excessivo de negativas.
     Seja um espelho, um modelo de afabilidade para criança. Quando a criança lhe pede algo e você não está segura quanto ao pedido, diga "Sim" ou adie a decisão dizendo "Vou pensar". Se vai conceder o pedido, faça-o imediatamente, antes que a criança comece a resmungar ou suplicar. Quando for necessário dizer "não" diga a ela que lamenta e dê um motivo.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

                             Identificando e tratando a dislexia




     Segundo a Associação Nacional de Dislexia (AND), pesquisas mostram que de 5% a 17% da população mundial apresenta dislexia. A dislexia com já falei em postagem anterior é um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área de leitura, escrita e soletração. Apesar de ser o distúrbio de maior incidência nas salas de aula, um estudo apresentado na Associação Britânica de Dislexia afirma que cerca de 70% dos profissionais das áreas de saúde e educação têm pouco conhecimento sobre ele.

     Os pais muitas vezes não conseguem identificar a dificuldade, só sabem identificar que tem algo errado porque a crianças não consegui aprender e isso os deixa impotentes. Pensando nisso, estaremos nesta postagem  explicando como identificar a dislexia e como pais e educadores podem agir para ajudar a criança. 

      Identificando. 

     Tratando-se de um transtorno de linguagem, a dislexia só se manifesta no final da alfabetização e nos primeiros anos escolares, ou seja, no 1ª e 2ª ano. A criança começa a apresentar dificuldades inesperadas de aprendizagem de leitura, apesar de ter outras habilidades. 

      Existem vários indicadores, porém, o principal indicador escolar é a criança não ler com a mesma desinibição dos amiguinhos e a escrita apresentarem muitas falhas, troca de letras e omissão de letras. Resistem aos trabalhos de leitura e escrita, substituem o entusiasmo inicial, como consequência das frustrações que ela começa a vivenciar, e não por preguiça ou indiferença. 

      É importante ressaltar que nem todas as dificuldades de aprendizagem são da ordem da dislexia. Por isso, o diagnóstico precoce é necessário, seja ele de dislexia ou de outro distúrbio de aprendizado.  Quanto mais tarde é feito o diagnóstico, mais a criança fica com a autoestima baixa, podendo ser excluída pelos amigos.

     Diagnosticada, é importante que o educador se junte ao psicopedagogo ou os demais profissionais que tratará a criança e, dessa forma, organize uma forma de aprendizado diferente.  Não é só o psicopedagogo quem faz o diagnóstico, e sim o fonoaudiólogo, psicólogo dentre outros profissionais.

      Estudos mostram, inclusive, que as taxas de suicídio infantil estão relacionadas à escola e, principalmente, à dislexia, por conta do bullying. Às vezes, até o educador pode influenciar a baixa autoestima, uma vez que não consegue identificar o problema.  

      O educador e seu papel


       O educador deve dá sempre ênfase as habilidades positivas do disléxico, fortalecendo mais a sua autoestima. O educador não deve chamar a atenção para as a dificuldades da criança, e sim para os seus sucessos.  Criança com qualquer tipo de necessidade especial deve ser incluída naturalmente nas atividades do grupo, não perdendo de vista as suas dificuldades específicas. Não esquecer de utilizar sempre o bom senso pedagógico, sensibilidade e formação do educador, ele saberá distribuir as tarefas de acordo com as possibilidades de cada um, respeitando seu tempo e sua limitações..

     Trabalhos e verificações de aprendizagem escolares



     A criança sendo diagnosticada com dislexia e identificado o seu grau leve, médio ou severo, é necessário entender que ela pode necessitar de mais tempo para execução dos trabalhos. É importante que o educador leia as questões em voz alta para toda a sala e, depois, revise essa leitura individualmente com o disléxico, atendendo a dúvidas que ele possa ter na compreensão dos enunciados.  Também pode ser permitido a criança responder oralmente as questões, uma vez que ele saiba o conteúdo das respostas, mas tenha dificuldade em redigi-las. Outros métodos podem ser utilizados na realização das verificações de aprendizagem (provas) e trabalhos em classe, dependendo das dificuldades e habilidades da criança. 


Lidando com o preconceito 


       Para que haja uma boa convivência dentro da sala de aula, é de suma importância que o educador não individualize o disléxico, mas, sim, cuide para inseri-lo no contexto. Ele deve explicar à turma a noção de diferença, conscientizar  as crianças da escola a perceber que existe diferenças  e que alguns precisam de mais atenção do que outros, que algumas crianças aprendem de maneira diferente dessa forma  a criança dislexa não sofre e nem se sente excluída.

     O educador deve explicar para a turma o que é dislexia, contar que pessoas famosas e bem sucedidas foram e são disléxicas como: Albert Einstein e Bill Gates dentre outros. Esclarecer as crianças sobre as diferentes condições de aprendizagem que existem, o educador não deve permitir que a turma tenha  piedade de um  deslexo, e sim respeito. Todo esse diálogo deverá está em consonância com os pais, tanto do disléxico quanto dos amigos, que devem reforçar esse aprendizado.